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A DARPA ADMITE ESTAR CONSTRUINDO UM SISTEMA DE CONTROLE REMOTO PARA HACKEAR O CORPO HUMANO: ‘SEU CORPO AGORA É UM SOFTWARE’

A agência de pesquisa avançada do Pentágono está financiando uma tecnologia que dá aos militares um controle em tempo real sobre as funções mais básicas do corpo humano, e seus próprios documentos revelam que planejam manter os detalhes em segredo enquanto vendem o acesso a grandes empresas farmacêuticas.

A DARPA lançou, no início deste mês, a chamada para um programa chamado PENG, sigla para Engenharia de Proteínas. O objetivo é construir um sistema universal que utilize inteligência artificial e biologia sintética para reescrever fisicamente múltiplas proteínas dentro de organismos vivos simultaneamente. Não uma proteína. Não uma de cada vez. Múltiplas proteínas. Simultaneamente.

A DARPA quer o que eles chamam de “controle ajustável, reversível e dependente do contexto sobre as funções fisiológicas”. Em outras palavras, isso significa que eles querem aumentar ou diminuir a atividade dos sistemas do seu corpo como se fosse um botão de volume.

Fonte: DARPA

POR QUE ISSO É MAIS PERIGOSO DO QUE O CRISPR

Você já ouviu falar de CRISPR. Essa tecnologia altera o DNA. Permanentemente. Hereditária. Seus netos teriam as alterações. O PENG é diferente e, segundo especialistas em biossegurança, potencialmente mais perigoso. Em vez de alterar as instruções genéticas, o PENG age diretamente nas proteínas que já estão desempenhando suas funções no seu corpo neste exato momento.

Pense da seguinte forma: o CRISPR está reescrevendo as plantas, enquanto o PENG está reescrevendo as instruções da equipe de construção enquanto eles constroem sua casa. A DARPA admite que isso lhes dá um “controle ajustável, não permanente e não hereditário”. Em outras palavras, eles podem mudar o funcionamento do seu corpo em tempo real, sem deixar vestígios.

AS TRÊS TECNOLOGIAS COMBINADAS EM UM SÓ SISTEMA

A DARPA quer que os contratados combinem três tecnologias em uma única plataforma.

A primeira é a segmentação programável, que usa ligantes projetados por IA capazes de acoplar mecanismos de edição a praticamente qualquer proteína do seu corpo. Não proteínas específicas. Qualquer proteína.

A segunda é a química generalizável, que significa não soluções pontuais, mas mecanismos universais. Uma vez que o mecanismo seja desenvolvido, ele pode ser usado em praticamente qualquer coisa.

A terceira é a multiplexação, que permite múltiplas edições simultâneas em diferentes proteínas enquanto o corpo ainda está vivo.

O sistema foi projetado para ser “agnóstico ao alvo”, o que significa que não se trata de uma intervenção única, mas sim de uma plataforma reutilizável que pode ser reprogramada para diferentes alvos. Quem controla essa plataforma controla não apenas uma modificação biológica, mas a capacidade de gerar qualquer modificação biológica.

O QUE A DARPA ESTÁ DIZENDO AO PÚBLICO

A DARPA afirma que o PENG tem como objetivo “obter resultados terapêuticos”. Segundo a agência, o objetivo é reduzir as respostas fisiológicas durante “estresse celular agudo, toxicidade, lesão ou patogênese”. A agência descreve o programa como uma forma de criar defesas contra ameaças biológicas.

Dizem que a inteligência artificial e a biologia sintética finalmente tornaram isso possível. Os modelos de IA estrutural agora podem projetar mecanismos de edição com “precisão quase atômica”. Avanços na biologia sintética criaram “inteínas programáveis” e outras ferramentas capazes de interceptar proteínas antes que elas se dobrem.

A DARPA afirma que a conclusão bem-sucedida do programa “transformará a bioquímica em uma disciplina de engenharia reprogramável” e estabelecerá “o direcionamento programável sobre os blocos funcionais da vida”.

Se a tecnologia derivada do PENG eventualmente chegar aos humanos, e a DARPA identificar explicitamente futuras terapias como um destino, como seria o consentimento informado significativo?

O receptor saberia quais proteínas foram de fato alteradas, quantas proteínas foram modificadas, quais os possíveis efeitos colaterais, quanto tempo duram as modificações ou quais consequências subsequentes podem ocorrer? Seria possível produzir biomarcadores favoráveis ​​sem que o benefício para a saúde fosse usado para justificar a intervenção?

Imagine que um tratamento seja aprovado para baixar o colesterol. Ele faz isso. Mas também altera silenciosamente outra coisa, algo que o paciente nunca consentiu porque nunca soube que estava acontecendo.

Quem lucra e quem sabe?

A DARPA exige que os artistas considerem a comercialização, incluindo modelos de negócios, propriedade intelectual, licenciamento, mercados, clientes e parcerias. Quem lucra? O Pentágono? Empresas contratadas pela Defesa? Empresas farmacêuticas? Outros licenciados comerciais?

E aqui está o ponto crucial: a DARPA afirma que algumas pesquisas do PENG podem revelar capacidades “únicas e críticas para a defesa” e prevê restrições sob as quais a publicação de algumas informações ou resultados poderá exigir a permissão da DARPA. Portanto, o público pode nunca saber o que o sistema realmente pode fazer, o que deu errado durante os testes, quais são os riscos reais ou quem tem acesso à tecnologia.

O QUE OS PRÓPRIOS DOCUMENTOS DA DARPA REVELAM

Eis o que a DARPA realmente escreveu na solicitação: “O controle preciso sobre o proteoma transformará a bioquímica em uma disciplina de engenharia reprogramável, permitindo o direcionamento programável sobre os blocos funcionais da vida.”

Eles não escondem a ambição. Afirmam abertamente que querem transformar os componentes básicos da vida em algo que possam reprogramar. Também escreveram: “A conclusão bem-sucedida deste programa estabelecerá uma nova base para ferramentas avançadas de pesquisa para investigação biológica e acelerará o desenvolvimento de terapias ajustáveis ​​e baseadas em mecanismos.”

“Interrogatório biológico” é uma escolha de palavras fascinante. Interrogatório não é conversa. É extração de informações sob pressão.

A VERDADEIRA CONCLUSÃO

A DARPA não está desenvolvendo mais um medicamento, ferramenta de edição genética ou modelo de IA. Ela está tentando criar uma interface de uso geral para controle biológico programável: uma maquinaria assistida por software que possa reescrever fisicamente proteínas dentro de sistemas vivos, modificar vários alvos simultaneamente e alterar funções fisiológicas em tempo real.

A questão não é se a DARPA conseguirá reprogramar os “blocos funcionais da vida”. A questão é se o público manterá as informações, a supervisão independente e a liberdade necessárias para responsabilizar quem quer que, em última instância, controle a máquina.

Isto não é ficção científica. Está acontecendo agora. A DARPA lançou o edital em agosto de 2026. O público precisa exigir respostas para essas perguntas.

Por que o Pentágono está desenvolvendo isso em vez de agências de pesquisa civis? Quem controlará a tecnologia depois que os contratados da DARPA a desenvolverem? Quais salvaguardas existem contra o uso indevido e quem as aplica? Quais informações serão classificadas e por quê? Quem lucra com a tecnologia que pode controlar a biologia humana? Que supervisão independente existe para verificar as alegações sobre segurança e eficácia? Como o público pode confiar que o termo “terapêutico” não será redefinido para incluir outros fins?

A pergunta que a DARPA não responde.

A solicitação da PENG não estabelece que abusos ocorrerão. Mas a supervisão responsável de uma tecnologia tão importante não pode se limitar aos objetivos benéficos alegados pela instituição que busca desenvolvê-la.

É preciso questionar o que essa capacidade possibilitaria caso funcione e se as salvaguardas, a transparência e a responsabilidade pública previstas pela DARPA são compatíveis com o poder que ela pretende criar.

Quem vigia os vigilantes? Quem controla os controladores? E o que acontece quando as pessoas que constroem a máquina para controlar a biologia decidem que não querem ninguém olhando por cima do ombro delas?

 

Fonte: https://thepeoplesvoice.tv/darpa-building-real-time-human-body-hacking-system-your-body-now-software/

 

 

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