O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos estão se retirando da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), citando a recusa dos aliados europeus em apoiar a guerra contra o Irã como o ponto de ruptura no que ele chamou de aliança “de mão única”.
“A OTAN não estava lá quando precisamos dela, e não estará lá se precisarmos dela novamente”, escreveu Trump no Truth Social, repetindo uma publicação que fez após uma reunião tensa no Salão Oval com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, em abril. “Eu sempre soube que eles eram um tigre de papel.”
O anúncio, feito em uma série de publicações nas redes sociais e declarações à imprensa na manhã de quarta-feira, representa a ruptura mais significativa nas relações transatlânticas desde a fundação da OTAN em 1949. Assista:
🚨 BREAKING:
Trump announced that the U.S. is leaving NATO because European nations refused to join his war against Iran.
The U.S. “empire” is withdrawing and becoming isolated on the world stage.
An example of how an idiot brought down a superpower. pic.twitter.com/NvlzFLuk1e
— GBC (@GBC_Press) August 18, 2026
A decisão surge após meses de crescentes tensões entre Washington e seus aliados europeus devido ao conflito EUA-Irã, que começou com um ataque conjunto EUA-Israel ao Irã em 28 de fevereiro.
O governo Trump exigiu que os membros da OTAN fornecessem apoio militar, incluindo acesso a bases, recursos navais para operações de escolta no Estreito de Ormuz e participação direta em operações contra o Irã.
As nações europeias, no entanto, rejeitaram unanimemente o pedido. Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Espanha recusaram-se a participar, com vários líderes declarando explicitamente que a guerra com o Irã não era um conflito da OTAN.
“Não fomos consultados previamente e não há autorização das Nações Unidas”, disse o chanceler alemão Friedrich Merz na ocasião. A Espanha foi além, fechando seu espaço aéreo para todos os voos relacionados aos ataques militares dos EUA e de Israel contra o Irã.
O secretário de Estado Marco Rubio já havia antecipado a mudança, declarando à Fox News em abril que os EUA precisariam “reexaminar” sua participação na OTAN. “Se a OTAN se resume a nós defendermos a Europa em caso de ataque, mas eles nos negarem o direito de instalar bases quando precisarmos, isso não é um bom acordo”, disse Rubio.
Líderes europeus reagem com alarme.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, que se reuniu com Trump diversas vezes nos últimos meses em um esforço para preservar a aliança, expressou “profunda decepção” após o anúncio. Em abril, após uma tensa reunião na Casa Branca, Rutte reconheceu que Trump estava “claramente decepcionado” com os aliados europeus, mas argumentou que as recusas em apoiar a campanha contra o Irã eram “casos isolados”.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reiterou sua posição de que o Reino Unido não será “arrastado para o conflito, seja qual for a pressão e de quem quer que ela venha”. No entanto, autoridades de toda a Europa expressaram preocupação com o vácuo de segurança que a retirada dos EUA criaria.
O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, declarou à imprensa que a Europa precisa agora “acelerar a autonomia estratégica”. As discussões entre as nações europeias sobre uma estrutura de “OTAN europeia” — que manteria a estrutura de comando da aliança, mas atribuiria mais funções de liderança aos países europeus — intensificaram-se nas últimas semanas.
Fonte: https://thepeoplesvoice.tv/trump-announces-u-s-exit-nato-refuses-join-war-iran/
